A HISTÓRIA DOS VALDENSES

Por J. A. Wylie (1808-1890)
London: Cassell and Company, 1860

CAPÍTULO 6

SÍNODO NOS VALES VALDENSES

A antiga videira parece estar morrendo – Nova Vida – A Reforma – Novidades chegam aos valdenses – Eles enviam representantes para a Alemanha e Suíça para saber mais a respeito – Alegria de Oecolampadius – Sua Carta de admoestação – Representantes valdenses em Estrasburgo – As duas Igrejas se admiram – Martírio de um dos representantes, a resolução de convocar um Sínodo nos vales – Seu caráter católico – Local onde se encontraram – Confissão de Fé estruturada – O Espírito dos valdenses revive – Eles reconstroem as suas Igrejas – Jornada de Farel e Saunier para o Sínodo.

 

O duque de Sabóia foi sincero na sua promessa de que os valdenses não seriam perturbados, mas não foi totalmente bom em seu poder. Ele tomou o cuidado para que os exércitos dos cruzados, tais como o que se reuniu sob o comando de Cataneo não invadisse os seus vales, mas ele não pode protegê-los das maquinações secretas do papado. Na ausência de uma cruzada armada, o padre e o inquisidor os atacaram. Alguns foram seduzidos, outros foram sequestrados e levados para o Santo Ofício. Para estes aborrecimentos foi acrescentado o mal ainda maior de uma piedade decadente. Um desejo de trégua das perseguições fez muitos se voltarem externamente à Igreja romana. "Para estar protegido contra a intromissão em suas viagens a negócios, foram obtidos de sacerdotes, que se instalaram nos vales, certificados ou atestados de serem papistas" [Monastier, Hist. of the Vaudois, p. 138]. Para obter esta credencial era necessário frequentar a capela romana, se confessar, ir à missa, e ter seus filhos batizados pelos padres. Por esta dissimulação vergonhosa e criminosa eles imaginavam amenizar tal coisa resmungando para si mesmos quando entravam nos templos de Roma: "covil de salteadores, Deus pode te derrotar!" [Monastier, Hist. the Vaudois, p. 138]. Ao mesmo tempo, eles continuaram a assistir a pregação dos pastores valdenses e submetendo-se às suas censuras. Mas, para além de qualquer dúvida os homens que praticavam essas fraudes, a Igreja que os tolerava, tinha declinado significativamente. Essa antiga vinha parecia estar morrendo. Aos poucos desapareceria a partir daquelas montanhas que tinha desde muito tempo coberto com a sombra de seus galhos.

Mas Ele, que a plantou "olhou para baixo do céu, e a visitou". Foi então que a Reforma eclodiu. O rio da Água da Vida foi aberto uma segunda vez, e começou a fluir através da cristandade. A antiga e moribunda linhagem dos Alpes bebendo da torrente celestial viveu de novo; seus ramos começaram a ser cobertos com flores e frutas como antigamente.
 
A Reforma tinha começado a sua carreira, e já agitava a maioria dos países da Europa a suas dimensões, antes, porém, as notícias dessas poderosas mudanças chegaram nessas montanhas isoladas. Quando finalmente estas grandes notícias foram anunciadas, os valdenses "eram homens que sonhavam". Ansiosos em confirmá-las e em saber qual a medida do jugo de Roma que tinha sido rompida pelas nações da Europa, eles enviaram o pastor Martin, do vale de Lucerna, em uma missão de averiguação. Em 1526 ele voltou com a surpreendente informação de que a luz do antigo Evangelho tinha rompido na Alemanha, na Suíça, na França, e que cada dia era aumentando o número dos que abertamente professavam as mesmas doutrinas em que os valdenses tinham testemunhado desde os tempos antigos. Para atestar o que ele disse, ele apresentou os livros que havia recebido na Alemanha, contendo os pontos de vista dos reformadores [Gilles, p. 30. Monastier, p. 141].
 
O restante dos valdenses, ao norte dos Alpes também enviaram homens para coletar informações a respeito da grande revolução espiritual que tanto os surpreendeu e alegrou. Em 1530 as Igrejas de Provence e Dauphine comissionaram George Morel, de Merindol, e Pierre Masson, de Bergundy, para visitar os reformadores da Suíça e Alemanha, e trazer-lhes alguma palavra no tocante a sua doutrina e modo de vida. Os representantes se reuniram em conferência com os membros das Igrejas protestantes de Neuchâtel, Morat e Berna. Eles também se encontraram com Berthold Haller e William Farel. Indo para a Basiléia eles foram apresentados ao Oecolampadius, em outubro de 1530, um documento em latim, contendo um relato completo de sua disciplina eclesiástica, culto, doutrina e costumes. Pediram, em contrapartida se o Oecolampadius aprovava a ordem e a doutrina de sua Igreja, e se tivesse alguma falha, especificar em que pontos, e em que medida. O ancião da igreja apresentou a eles.
 
A visita dos dois pastores desta antiga Igreja deu alegria indescritível ao reformador da Basiléia. Ele ouviu neles a voz da Igreja primitiva e apostólica falando aos cristãos do século XVI, e oferecendo-lhes boas-vindas dentro dos portões da Cidade de Deus. Que milagre estava diante dele! Por eras tinha esta Igreja estado nas chamas e ainda não tinha sido consumida. Não foi este o incentivo para aqueles que estavam apenas entrando nas perseguições não menos terríveis? "Prestamos agradecimentos", disse Oecolampadius em sua carta em 13 de outubro de 1530, para as Igrejas de Provence, "ao nosso mais gracioso Pai que ele chamou para a maravilhosa luz, durante as eras em que tal escuridão cobriu quase o mundo inteiro sob o império do Anticristo. Amamos vocês como irmãos".
 
Mas o seu afeto por eles não os cegou quanto às suas declinações, nem os fez recusar as admoestações que viam serem necessárias. "Como aprovamos muitas coisas entre vocês", escreveu ele, "existem várias outras que desejamos ver alteradas. Fomos informados de que o medo da perseguição causou-lhes dissimular e ocultar a sua fé ... Não há concórdia entre Cristo e Belial. Vocês comungam com incrédulos; vocês participam de suas abomináveis missas, no qual a paixão e morte de Cristo é blasfemada. ... Eu sei de suas fraquezas, mas tornar-se como aqueles que foram redimidos pelo sangue de Cristo é para ser mais corajoso. É melhor para nós morrer a ser vencido pela tentação". Foi assim que Oecolampadius, falando em nome da Igreja da Reforma correspondeu a Igreja dos Alpes pelos serviços prestados que ela prestou ao mundo nos séculos anteriores. Pela exatidão, fidelidade, reprovação fraternal, ela procurou restaurar a sua pureza e glória que tinha perdido.
 
Tendo terminado com Oecolampadius, os representantes foram a Estrasburgo. Lá eles tiveram encontros com Bucer e Capito. Uma declaração semelhante de sua fé para os reformadores da cidade atraiu congratulações semelhantes e conselhos. Na clara luz da manhã, a sua Igreja da Reforma viu muitas coisas que tinha crescido obscuramente na noite da Igreja dos valdenses; e os reformadores de bom grado permitiram a sua irmã mais velha o benefício dos seus mais amplos pontos de vista. Se os homens do século XVI reconheceram a voz do cristianismo primitivo falando pelos valdenses, eles ouviram a voz da Bíblia, ou melhor, do próprio Deus, falando nos reformadores, e apresentou-se com humildade e docilidade às suas reprovações. O último tornou-se o primeiro.
 
Um interesse variado se estabeleceu no encontro destas duas Igrejas. Cada uma é um milagre para a outra. A preservação da Igreja valdense por tantos séculos, no meio do fogo da perseguição, fez dela um espanto para a Igreja do século XVI. A vinda da última, de uma religião morta foi uma maravilha ainda maior para a Igreja do primeiro século. Estas duas Igrejas compararam suas respectivas crenças: eles acharam que seus credos não são dois, mas um. Eles comparam as suas fontes de conhecimento: eles acharam que ambos vêm da doutrina da Palavra de Deus; elas não são duas Igrejas, são uma só. Elas são os membros mais velhos e mais jovens da mesma família gloriosa, os filhos do mesmo Pai. Que belo monumento da antiguidade verdadeira valdense e autêntica catolicidade do protestantismo!
Apenas um dos dois representantes de Provence retornou de sua visita aos reformadores da Suíça. No caminho de volta, em Dijon, uma desconfiança, de alguma causa ou outra, caiu sobre Pierre Masson. Ele foi jogado na prisão e por enfim, condenado e queimado. Seu colega foi autorizado a ir em seu caminho. George Morel, tendo as respostas dos reformadores, especialmente as cartas de Oecolampadius, felizmente chegou em segurança em Provence.
 
Os documentos que ele trouxe eram muito minuciosos. Seus conteúdos causaram a essas duas antigas igrejas uma mistura de alegria e tristeza, a primeira, porém, foi muito predominante. As notícias que tocaram o corpo de numerosos cristãos, agora aparecendo em muitas terras, tão cheio de conhecimento e fé e coragem, foi literalmente espantosa. Os confessores dos Alpes pensavam que estavam sozinhos no mundo; a cada século viam seus números diminuir, e seu espírito resoluto crescer menos, os seus antigos inimigos, de um lado a outro, estavam firmemente ampliando seu domínio e reforçando a sua influência. Um pouco mais, eles imaginavam, e toda a fiel profissão pública do Evangelho cessaria. Foi nesse momento que eles foram informados de que um novo exército de campeões surgira para manter a velha batalha. Este anúncio explicava e justificava o passado a eles, pois agora eles viram os frutos do sangue de seus pais. Eles que tinham lutado a batalha não tinham a honra da vitória. Foi reservada para os combatentes que tinham acabado de entrar em campo. Eles tinham perdido essa recompensa, dolorosamente sentida, por sua deserção, daí o lamentar que se misturava com a sua alegria.
 
Eles seguiram a discutir as respostas que deviam ser feitas às igrejas de fé protestante, considerando, especialmente, se deviam adotar as reformas solicitadas nas comunicações que os seus representantes tinham trazido dos reformadores suíços e alemães. A grande maioria dos pastores valdenses era da opinião que deveria ser feito. Uma pequena minoria, porém, se opusera a isso, porque eles achavam que os reformados não se tornaram novos discípulos, por querer ditar ordens aos mais velhos na fé, ou porque eles eram secretamente inclinados a superstições romanas. Eles voltaram novamente aos reformadores para conselho e, depois de repetidas trocas de pontos de vista, foi finalmente decidido convocar um sínodo nos vales, onde todas as questões entre as duas Igrejas poderiam ser debatidas, e as relações que foram sustentadas uma com a outra e as que estavam por vir, determinadas. Se a Igreja dos Alpes era para continuar separada, como antes da Reforma, ela sentiu que devia justificar a sua posição, comprovando a existência de grandes e substanciais diferenças na doutrina entre ela e a Igreja recém surgida. Mas, se essas diferenças não existissem, ela não faria, e não ousaria, permanecer separada e sozinha; ela deveria então se unir com a Igreja da Reforma.

Foi decidido que o próximo Sínodo devia ser verdadeiramente ecumênico - uma assembléia geral de todos os filhos da fé protestante. Um caloroso convite foi enviado, e foi cordialmente e amplamente respondido. Todas as Igrejas Valdenses no seio dos Alpes foram representadas neste sínodo. As comunidades dos Albigenses no norte da cadeia alpina, e as Igrejas valdenses na Calábria, enviaram representantes. As Igrejas da Suíça e França escolheram William Farel e Anthony Saunier para participarem [Ruchat, tom. iii. pp. 176557.] Até mesmo de terras mais distantes, como Boêmia, vieram homens para deliberar e votar nesta famosa convenção.

Os representantes se reuniram em 12 de outubro de 1532. Dois anos antes, a Confissão de Augsburgo foi dada ao mundo, marcando o ponto culminante da Reforma alemã. Um ano antes, Zwinglio tinha morrido no campo de Cappel. Na França, a Reforma estava começando a ser ilustrada pela morte heróica de seus filhos. Calvino não tinha tomado o seu lugar de destaque em Genebra, mas ele já estava inscrito sob a bandeira protestante. Os príncipes da Liga Schmalkalden [N.T.: aliança político-militar feita entre príncipes que apoiavam a causa protestante; recebeu este nome por causa da cidade alemã de Schmalkalden, onde os mesmos se reuniram e firmaram a referida aliança] estavam batalhando contra Carlos V. Foi uma época crítica, porém gloriosa nos anais do protestantismo, que viu esta assembléia convocada. Reuniu-se na cidade de Chamforans, no coração do Vale do Angrogna. Há poucas posições grandiosas ou mais fortes em todo esse vale do que o sítio ocupado por esta pequena cidade. O acesso foi defendido pelas alturas do Rocomaneot e La Serre, e pelo desfiladeiro que agora se contrai, depois se amplia, mas estão em toda parte projetados por grandes rochas e castanheiros poderosos, atrás e acima, que sobem os picos mais altos, alguns deles cobertos de neve. Um pouco além, La Serre é o platô em que a cidade está, com vista para o centro gramado do vale, que é banhado por uma torrente como de cristal, pontilhada por inúmeras moradias, e rodeada em cerca de dois quilômetros, até fechar em terreno íngreme, nos precipícios nus da barricada, que se estende de um lado a outro do Angrogna, deixa apenas o abismo, longo e escuro já descritos, como o caminho para o Pra del Tor, cujas majestosas montanhas aqui se levantam a vista e sugerem ao viajante a idéia de que ele está se aproximando de alguma magnífica cidade celestial. A cidade de Chamforans não existe mais, seu único representante no dia de hoje é uma solitária fazenda.
 
O sínodo durou seis dias consecutivos. Todos os pontos levantados durante as comunicações recebidas das Igrejas protestantes foram livremente discutidos pelos pastores e anciãos. Seus resultados foram incorporados em uma "Curta confissão da Fé", o qual Monastier diz que "pode ser considerada como um suplemento para a antiga Confissão de Fé do ano de 1120, que não se contradiz em qualquer ponto" [Hist. de Vaud., p. 146.]. Consiste de dezessete artigos, ** a principal é a incapacidade moral do homem; eleição para a vida eterna, a vontade de Deus, como se fez conhecido na Bíblia, uma única regra de direito, bem como a doutrina de dois sacramentos apenas, o Batismo e a Ceia do Senhor. [Trata-se de direito, diz Leger, "Uma Breve confissão de fé feita pelos pastores e chefes das famílias dos Vales do Piemonte. "é preservado", acrescenta ele, "com outros documentos na Biblioteca da Universidade de Cambridge." (Hist. des Vaud., Livr. I., p. 95)].

A lâmpada que tinha estado a ponto de expirar começou, após este sínodo, a arder com o seu brilho anterior. O antigo espírito dos valdenses reviveu. Eles não praticavam mais as dissimulações e omissões covardes a que tinham recorrido para evitar a perseguição. Eles já não tinham medo de confessar sua fé. Daí em diante eles nunca mais foram vistos na missa ou nas igrejas papistas. Eles se recusaram a reconhecer os sacerdotes de Roma como ministros de Cristo, e sob nenhuma circunstância receber algum benefício espiritual ou serviço de suas mãos.

Outro sinal de vida nova que agora animavam os valdenses era a sua definição sobre o trabalho de reconstruir as suas igrejas. Por cinquenta anos, pode ser dito que o culto público cessou em seus vales. Suas igrejas foram arrasadas pelo perseguidor, e os valdenses temiam reconstruí-las para não atrair sobre si uma tempestade de violência e sangue. Uma caverna serviria às vezes como um lugar de reunião. Em anos mais pacíficos a casa de seus pastores, ou de alguns de seus principais homens, seria convertido em uma igreja, e quando o tempo estava bom, eles se reuniriam no lado da montanha, sob os grandes galhos de árvores ancestrais. Mas seus santuários antigos não ousaram levantar das ruínas em que o perseguidor os lançou. Eles podem dizer como os antigos judeus, "A nossa santa e gloriosa casa, em que te louvavam nossos pais, foi queimada a fogo; e todas as nossas coisas preciosas se tornaram em assolação" (Isaías 54:11), mas, agora, reforçada pelo companheirismo e os conselhos de seus irmãos protestantes, as igrejas se levantaram, e adoração a Deus foi reinstituída. Do local onde o sínodo reuniu-se, foi a primeira destas igrejas pós-Reforma, instituída; outras rapidamente seguiram em outros vales; pastores foram multiplicados, as multidões se reuniram para a sua pregação, e não poucos vieram das planícies do Piemonte, e de partes remotas de seus vales, a beber dessas águas vivas fluindo novamente em sua terra.
 
Ainda havia outro símbolo que esta velha igreja deu pela vigorosa vida que agora flui em suas veias. Esta foi uma tradução das Escrituras para a língua francesa. No sínodo, a resolução foi tomada para traduzir e imprimir tanto o Antigo quanto o Novo Testamentos, e, como isto era para ser feito a cargo exclusivo dos valdenses, foi considerado como o seu presente para as Igrejas da Reforma. Um presente adequado e nobre! Esse livro que os valdenses tinham recebido da Igreja primitiva, que seus pais tinham preservado com o seu sangue, que seus pastores laboriosamente transcreveram e divulgaram agora se coloca nas mãos dos reformadores, constituindo-se, juntamente com os curadores desta, a arca das esperanças do mundo. Robert Olivetan, um parente próximo de Calvino, foi convidado para realizar a tradução, e ele fez com a ajuda de seu grande parente, acredita-se. Ele foi impresso em fólio, em letra preta, em Neuchatel, no ano de 1535, por Pierre de Wingle, comumente chamado de Picard. A despesa foi toda custeada pelos valdenses, que coletaram para este projeto 1500 coroas de ouro, uma grande soma para um povo tão pobre. Assim a Igreja Valdense enfaticamente proclamou, no início desta nova era de sua existência, que a Palavra de Deus era o seu ÚNICO FUNDAMENTO.

Como já foi mencionado, uma comissão para participar do sínodo foi dada pelas Igrejas da Suíça e França para Farel e Saunier. Sua participação implicava necessariamente em grande trabalho e perigo. Uma travessia dos Alpes naqueles dias parecia tão fácil, que é difícil conceber o trabalho e perigo que tiveram na viagem. Os representantes não puderam tomar as trilhas comuns através das montanhas, com medo da perseguição; eles foram obrigados a viajar por caminhos pouco frequentados. O caminho os conduziu frequentemente à beira de precipícios e abismos, até subidas íngremes e perigosas, e em campos de neve congelados. Nem eram os seus perseguidores os únicos perigos que tinham a temer; eles eram expostos à morte por causa dos desvios provocados pela cegueira das tormentas que haviam nos montes. No entanto, eles chegaram em segurança nos vales, e acrescentaram a sua presença e seus conselhos para a dignidade desta primeira grande assembleia eclesiástica dos tempos modernos. Disso, nós temos uma prova notável. Três anos depois, um valdense, Jean Peyrel, de Angrogna, sendo lançado na prisão, depôs em seu julgamento que "ele manteve guarda para os ministros que ensinou a boa lei, que estavam reunidos na cidade de Chamforans, no centro de Angrogna e que, entre outros presentes, houve um homem chamado Farel, que tinha uma barba vermelha, e um lindo cavalo branco; e outros dois o acompanhavam, um dos quais tinha um cavalo, quase preto, e o outro era muito alto, e um tanto defeituoso de aparência" [Gilles, p. 40. Monastier, p. 146].

Traduzido por Edimilson de Deus Teixeira
Fonte: Providence Baptist Ministries

A História dos Valdenses:
Prefécio e Introdução
Capítulo 1:
Os Valdenses, seus Vales
Capítulo 2:
Os Valdenses, suas Missões e Martírios
Capítulo 3:
Suas Primeiras Perseguições
Capítulo 4:
A Expedição de Cataneo contra os Crentes do Deuphine e Piemonte
Capítulo 5:
O Fracasso da Expedição de Cataneo
Capítulo 7:
Perseguições e Martírios
Capítulo 8:
Preparativos para Uma Guerra de Extermínio
Capítulo 9:
A Grande Campanha de 1561
Capítulo 10:
Colônias Valdenses na Calábria e Apúlia
Capítulo 11:
Extinção dos Valndenses na Calábria
Capítulo 12:
O Ano da Praga
Capítulo 13:
O Grande Massacre
Capítulo 14:
Façanhas de Gianavello - Massacre e Pilhagem em Rora

Capítulo 15:
O Exílio
Capítulo 16:
O Retorno aos Vales
Capítulo 17:
Restabelecimento Final nos Vales

Último Capítulo:
As Condições dos Valdenses desde 1690

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