BENDITA HORA DE ORAÇÃO
"Orai sem cessar" (I Tessalonicenses 5:17)

Escrito por: Will­iam Wal­ford, (1845)
Música: Will­iam B. Brad­bu­ry, (1861)  

Por Thom­as Sal­mon:
Durante minha estada em Coles­hill, War­wick­shire, Inglaterra, conheci W. W. Wal­ford, o pregador cego, um homem de origem obscura e de pouca instrução, mas de personalidade forte e uma extraordinária capacidade de memória. No púlpito ele nunca falhava em selecionar uma lição bem adaptada ao seu assunto, dando capítulos e versículos com precisão infalível e incomum, raramente perdendo uma palavra de sua repetição dos Salmos, de todas as partes do Novo Testamento, as profecias e alguns dos trechos históricos, assim ele tinha uma reputação de "conhecer toda a Bíblia de cor". Na verdade ele tinha o hábito de sentar no canto de uma chaminé, empregando a sua mente em compor um ou dois sermões para serem entregues no dia do Senhor e também suas mãos cortavam, amoldavam e poliam ossos para calçadeiras e outros pequenos utensílios. Nos intervalos ele se aventurava a fazer poesias. Em uma ocasião ao visitá-lo, ele recitou duas ou três estrofes o qual tinha composto e não tendo nenhum amigo em casa para passar o escrito para o papel, ele os tinha rabiscado em um papel de mercado. "Como fazer isto?" ele perguntou, e como ele repetiu as linhas seguintes, com um pequeno sorriso de satisfação e ao mesmo tempo tocado por um certo receio de se expor a si próprio ao criticismo, eu rapidamente copiei as linhas com minha caneta, como ele proferiu e as enviei para minha coluna no jornal Observer, se você pensar nele como merecedor dessa preservação.

William W. Walford (1772-1850)
Nascido em: 1772, Bath, Som­er­set­shire, Inglaterra.
Faleceu em: 22 de Junho de 1850, em Ux­bridge, Mid­dle­sex, Inglaterra.
Walford frequentou a Ho­mer­ton Acad­e­my, onde foi ordenado ministro congregacional. Ele pas­toreou em Stow­mar­ket, Suf­folk (1798-1800); Great Yar­mouth, Nor­folk (1800-1813); Ux­bridge, Mid­dle­sex (1824-1831 e 1833-1848); e foi professor na Ho­mer­ton Acad­e­my (1841-1831).

HORA BENDITA
Bendita a hora de oração,
Pois traz-nos paz ao coração,
E sobrepuja toda a dor,
Trazando auxílio do Senhor.
Em tempos de perturbação,
Na dor maior, na tentação,
Procurarei com mais fervor
A comunhão com o Senhor. (bis)

Bendita a hora de oração,
Produto só da devoção,
Que eleva ao céu o seu odor
Em doce cheiro ao meu Senhor.
E, finda a hora da aflição,
Os dias maus, a tentação,
Então darei melhor louvor
A meu Jesus, a meu Senhor. (bis)

Bendita a hora de oração,
Pois liga-nos em comunhão,
E traz-nos fé e mais amor,
Enchendo o mundo de dulçor.
Desejo a vida aqui findar
Com fé, amor, constante orar;
Depois da morte, do pavor,
Então será, sim, só louvor. (bis)

Traduzido por Edimilson de Deus Teixeira

Fonte: The Cyber Hymnal

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